dezembro 17th, 2017 at 11:09 by admin

“Por fim veio o que tinha recebido um talento e disse: ‘Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe pertence’.
O senhor respondeu: ‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei? Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros’.
‘Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez. Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado. E lancem fora o servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes’”
Mateus 25:24-30.

Depois de receber a salvação em Cristo, quão importante é produzirmos os resultados que Deus espera de nós. Será que poderíamos viver uma vida de egoísmo, dedicados apenas ao que nos interessa, ou é mesmo importante produzirmos os resultados da santificação e da evangelização?

[V] Veja o que o texto ensina
Um talento era uma medida de aproximadamente 33 quilos de ouro, portanto, valeria hoje algo em torno de 4,3 milhões de reais. No versículo 15, Mateus relata Jesus dizendo que aquele senhor entregou a cada servo talentos conforme sua capacidade. Ele usa o termo gr. dunamis, o mesmo que descreve o poder que o Espírito Santo traria, isto é, a capacidade para realizar alguma coisa. Portanto, aquele servo era capaz de fazer o que o senhor queria, mas decidiu não fazer, por isso é descrito como ‘mau e negligente’. Além disso, ele era um servo, fazer o trabalho que era capaz de realizar era sua obrigação, pelo que o senhor diz que era ‘necessário’ ou ‘inevitável’ que ele desse o dinheiro aos banqueiros para obter os juros.

É interessante que o relacionamento entre servos e senhor se baseia no modo como cada um descreve o outro. O senhor define seu relacionamento com os servos depois de considera-los ‘bom e fiel’ ou ‘mau e negligente’. Não sabemos qual a avaliação os outros servos fizeram de seu senhor, mas parece que foi boa o suficiente para eles se dedicarem a agradá-lo. Além disso o leitor é informado que aquele senhor era de fato ponderado, ao exigir de cada servo apenas o que era capaz de fazer, e justo, ao reconhecer e recompensar adequadamente o trabalho que cada um fez. O servo que não multiplicou o talento, porém, considerava seu senhor como ‘duro’ ou ‘violento’, e o via como alguém que ‘colhia onde não semeara’ e ‘juntava onde não espalhara’. Aquele servo achava que seu senhor não tinha o direito de receber o resultado de seu trabalho, e essa opinião determinou sua atitude.

O ditado popular que Jesus coloca na boca do personagem pode ser aplicado a várias situações, à fome por exemplo: quem tem forme recebe mais comida, quem não tem fome, quem está saturado, até o que tem no estômago pode vir a lançar fora e perder. Esse ditado tem razão no que se refere ao interesse, ao desejo, à vontade de fazer alguma coisa. Sendo assim, aquele servo, finalmente descrito como inútil, devia ser lançado nas trevas. Essa sentença, que ultrapassa o cenário de um senhor e seus servos, remete à realidade espiritual daqueles crentes que não produzem fruto, que não cumprem o propósito para o qual forma chamados por Deus. O galho que não dá fruto é cortado e lançado fora, o machado está à raiz das arvores, Deus não tolera a falta de resultados em seus servos.

  • Qual foi a razão que o servo alegou para seu comportamento, qual o sentimento que ele descreveu e que atitude ele tomou? “Por fim veio o que tinha recebido um talento e disse: ‘Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe pertence’”.
  • Como aquele senhor avaliou o servo, que discrepância notou entre a razão que alegou e o comportamento que teve, e que atitude disse que ele deveria ter tido? “O senhor respondeu: ‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei? Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros’”.
  • Qual foi a ordem daquele senhor acerca do talento e que justificativa apresentou? “‘Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez. Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado’”.
  • Qual foi a ordem daquele senhor acerca do servo? “’E lancem fora o servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes’”.

[O] Ouça o que o texto promete
O texto selecionado para esse estudo é a parte da parábola que se refere ao servo descrito como ‘mau e negligente’ e ainda como ‘inútil’. Mesmo nesse texto há a brilhante promessa de que ‘a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade’. Já vimos como esse dito popular que Jesus fez o personagem da parábola utilizar, e que o próprio Jesus endossa como verdadeiro, se interpreta como uma referência ao desejo, interesse, vontade de realizar alguma coisa. Essa vontade, porém, está relacionada com o caráter. É preciso generosidade e boa disposição para querer fazer alguma coisa e isso, por sua vez, está relacionado com o sentimento que temos para com quem recebe o que fazemos. Se amamos ao Senhor, desejamos que ele receba o melhor que podemos oferecer. Isso faz com que a promessa de ter mais e de desfrutar da alegria do Senhor se cumpra em nossa vida. Obviamente essa parábola se refere à santificação, ao fruto do Espírito, e também à evangelização, ao resultado do cumprimento da missão de Deus para nós. Se estamos salvos em Cristo, produzimos frutos!

[S] Sinta o que o texto ordena
Aquele servo ‘mau e negligente’ deixou de fazer o que devia porque achava que seu senhor não merecia receber o fruto de seu trabalho. Era mesquinho e egoísta. Sentimentos assim são destrutivos. Ore para estar libre desses sentimentos e ter um coração alegre e generoso.

A parábola mostra, como muitas vezes nas Escrituras, que os crentes são avaliados pelos resultados que produzem: os frutos da santificação e os frutos da evangelização. Ore para que você e sua igreja produzam muitos frutos para a glória de Deus.

No texto, o senhor diz que o servo devia ter procurado os banqueiros. A cooperação com outras pessoas é importante para produzirmos resultados. Ore sobre as pessoas com quem você pode cooperar para produzir os frutos que Deus quer.

O Reino de Deus cresce a partir da boa administração que fazemos dos recursos que recebemos de Deus. Ore sobre os recursos que você e sua igreja receberam, para que tenham interesse e sabedoria em multiplica-los conforme Deus quer.

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Este estudo bíblico é parte integrante da série de trinta devocionais preparados para a Escola de Liderança da AMME para Adolescentes e Jovens – Pacificadores, na edição #PACI18, de 7 a 21 de janeiro de 2018 em Ibiúna – SP. Veja a lista de textos em

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