dezembro 22nd, 2017 at 12:02 by admin

“Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.
Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros”
. Romanos 12:1-5.

Muitas vezes olhamos para a beleza do culto judaico com admiração. As músicas e rituais solenes, as tradições… O que mudou? Que mudanças Deus quer ver em nosso culto cristão? Esse texto nos diz.

[V] Veja o que o texto ensina
Paulo descreveu, no capítulo anterior, como os judeus foram rejeitados pela sua desobediência e os gentios foram então aceitos em uma nova era. Terminou aquele texto com um belíssimo hino de louvor à sabedoria e misericórdia de Deus em tudo o que faz, e iniciou essa seção com uma solene convocação aos crentes. Essa convocação se refere ao tipo de culto que os crentes darão a Deus, em comparação ao que os israelitas ofereceram antes.

Descrevendo o culto que os cristãos devem oferecer, Paulo lembra que, embora apresentem a si mesmos e não a um animal como antigamente, eles devem cuidar que isso seja vivo, não morto, santo, ou seja, especialmente escolhido para Deus, e agradável, ou aceitável, isto é, de acordo com o que Deus quer. Paulo também destaca três diferenças que se relacionam àquelas semelhanças. Embora vivo, não é físico, mas racional, espiritual, referente à Palavra. É santo, especial, no sentido de não ser do mesmo feitio ou esquema das coisas mundanas. É conforme a vontade de Deus porque vem de uma mente renovada a partir da Palavra.

Essa vontade de Deus que determinava o tipo de sacrifício que se oferecia e o culto que deve se oferecer a Deus também foi descrita por Paulo em três características. Os crentes podem comprovar essas qualidades pela experiência ao oferecerem o culto como devem. A vontade de Deus é intrinsicamente boa, nela não há nenhum mal ou erro. A vontade de Deus é propícia, isto é, ela cria boas oportunidades para as pessoas. A vontade de Deus é perfeita, no sentido de ser completa e nada lhe faltar.

Então, Paulo passa a dar o primeiro exemplo dessa mudança de mente que tipifica o culto vivo e racional em que os crentes se apresentam a Deus. Isso se refere a superar um pensamento indevidamente elevado acerca de si mesmo. O termo que Paulo usa é o Gr. huperphonéo, que usa o prefixo acima com uma palavra que se refere à membrana em volta do coração, para significar um sentimento pessoal acerca de si mesmo. Os crentes devem pensar com segurança sobre si mesmos, Gr. sopronéo, e essa segurança será dada pela fé, ou seja, pela exatidão da convicção dada por Deus. O apóstolo aplica isso usando o paralelo do corpo, para mostrar que os crentes não são indivíduos, mas partes de um todo, dependentes uns dos outros e necessários aos outros. Se puderem se apresentar assim a Deus, experimentarão a boa, oportuna e completa vontade de Deus.

  • Quais as três semelhanças do novo sacrifício que os crentes devem oferecer a Deus com os sacrifícios antigamente oferecidos pelos judeus? “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”.
  • Quais são as três diferenças do culto cristão em relação aos sacrifícios da era judaica? “… este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente”.
  • Quais as três características da vontade de Deus e que os crentes podem comprovar por experiência ao cultuar como devem? “… para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
  • Qual é a primeira mudança de mente que Deus quer que os crentes experimentem agora? “Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu”.
  • De que modo essa boa, agradável e perfeita vontade de Deus pode ser entendida? “Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros”.

[O] Ouça o que o texto promete
Esse texto nos promete a possibilidade de comprovar por experiência própria a vontade de Deus que é inteiramente boa, sem erro ou inconveniente; é oportuna, cria uma condição favorável para nós; é completa, totalmente satisfatória. Para isso devemos oferecer um culto vivo, especial e aceitável, que seja, então, racional e não carnal, não mundano, de uma nova mente. Essa mudança de mente deve se referir primeiramente à superação do individualismo, do egocentrismo e do egoísmo. Devemos nos apresentar a Deus como membros do corpo de Cristo, perfeitamente ligados aos nossos irmãos, cumprindo nosso ministério em favor deles e recebendo o ministério deles ao nosso favor. Não é a vontade de Deus que tenhamos uma missão diferente da missão da Igreja. Não podemos viver em função de interesses particulares e conveniências pessoais. Esse culto não seria vivo, nem racional ou transformado. Não haveria verdadeiro arrependimento ou conversão em uma vida assim.

[S] Sinta o que o texto ordena
O texto exige claramente que os crentes não pensem de si mesmos mais do que devem pensar, isto é, que não pensem que são indivíduos e autossuficientes. Ore para que você e cada crente em sua igreja seja livre do individualismo dessa era.

Os crentes são chamados a viver como membros do corpo de Cristo, perfeitamente ligados uns aos outros e cumprindo cada um a sua função. Ore para que você e cada crente em sua igreja exerça seus dons em favor dos outros e dependa dos outros.

Um destino único, essa é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para nós. Não podemos definir uma missão diferente daquela que nossa igreja recebeu. Ore pela unidade de sua igreja na missão dada por Deus a todos os crentes.

Esse é o plano de Deus para o novo Israel, que os crentes vivam como corpo de Cristo, em perfeita unidade missionária. Certamente, dessa forma a Igreja será bem-sucedida. Ore para que sua igreja possa realizar essa que é a vontade de Deus.

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Este estudo bíblico é parte integrante da série de trinta devocionais preparados para a Escola de Liderança da AMME para Adolescentes e Jovens – Pacificadores, na edição #PACI18, de 7 a 21 de janeiro de 2018 em Ibiúna – SP. Veja a lista de textos em

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