dezembro 27th, 2017 at 2:34 by admin

“Considerem: uma árvore boa dá bom fruto; uma árvore ruim, dá fruto ruim, pois uma árvore é conhecida por seu fruto. Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração. O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas, e o homem mau, do seu mau tesouro, tira coisas más. Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado”. Mateus 12:33-37

É impressionante como Jesus podia enfrentar as mentiras e calúnias que as pessoas diziam contra ele. Ao invés de evitar os seus argumentos mais ofensivos, Jesus os enfrentou, estressando o tema central, até encontrar a mentira que sempre provém de homens mentirosos. Depois, Jesus usou a lógica para evidenciar inconsistências e o ensaio para revelar sua inaplicabilidade. Finalmente proclamou a Palavra de Deus oferecendo uma visão divina sobre o mesmo assunto. Esse texto mostra tal padrão apologético que fazemos bem em aprender.

[V] Veja o que o texto ensina
Depois de Jesus expulsar o demônio que impedia um homem de enxergar e de falar, as pessoas começaram a pensar que talvez ele fosse o Filho de Davi, isto é, o Messias prometido. Os fariseus logo se apressaram a confundir o povo, lançando a mentira de que Jesus expulsava demônios sob a influência do príncipe dos demônios. Jesus revelou o erro deles estressando a sua afirmação para mostrar como carecia de lógica e como poderia ser facilmente revertida. Então declarou que o Reino de Deus havia chegado e que aqueles que não eram a seu favor ou não ajudavam a juntar o povo sob sua liderança, se opunham e agiam contrariamente.

Ato contínuo, Jesus ensinou que uma deliberada oposição ao Espírito Santo é um pecado imperdoável. Então disse o que temos diante de nós: o caráter de uma pessoa determina seu fruto ou discurso. Assim, aqueles fariseus mentirosos tinham a natureza de víboras traiçoeiras, como poderiam produzir boas palavras acerca de Jesus? Árvores ruins produzem fruto ruim, da boca das víboras sai veneno, e do tesouro de um homem problemático saem coisas problemáticas. Essas três ilustrações afirmam que as palavras de uma pessoa são indicador fiel do caráter de quem fala.

Portanto, é infalível que uma pessoa seja julgada pelas palavras que diz. As pessoas deverão explicar toda palavra inútil que disserem. O adjetivo que Jesus usou conforme Mateus foi o Gr. argos, formado pelo prefixo de negativa e pelo sufixo para trabalho. Esse adjetivo aumenta a responsabilidade pelo que é dito. As palavras inúteis, aquelas que não produzem resultado, deverão ser explicadas no dia do juízo. Isso nos leva de volta ao não ser a favor, e ao não ajuntar. Uma atitude não cooperativa com o Reino de Deus já é uma atitude de oposição. Não há neutralidade admissível.

  • Qual é a primeira ilustração que Jesus usa para associar o discurso ao caráter de quem fala? “Considerem: uma árvore boa dá bom fruto; uma árvore ruim, dá fruto ruim, pois uma árvore é conhecida por seu fruto”.
  • Qual é a segunda ilustração que Jesus usa? “Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração”.
  • Qual a terceira ilustração que Jesus usa para relacionar caráter e discurso? “O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas, e o homem mau, do seu mau tesouro, tira coisas más”.
  • Que tipo de palavras as pessoas dizem e que Jesus considerou mais suscetível de exigirem explicações no dia do juízo. “Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado”.

[O] Ouça o que o texto promete
Nesse texto em que Jesus confronta tão fortemente àqueles que o acusavam por inveja e medo, é definitiva a ênfase em que as palavras de uma pessoa são resultado do seu caráter: “pois uma árvore é conhecida por seu fruto”. Mesmo assim, o texto não é inteiramente negativo. Cercado de pessoas que se abriam para o fato de ser ele o Messias, Jesus aponta o aspecto positivo de sua proposta: “… uma árvore boa dá bom fruto”; “O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas”; “Pois por suas palavras você será absolvido”.

Três afirmações de Jesus estabelecem um ensino irrecusável nesse texto: “…pois uma árvore é conhecida por seu fruto”; Pois a boca fala do que está cheio o coração”; “… no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado”. São as palavras inúteis, aquelas que não funcionam de acordo com o propósito do Reino, as que deveriam ser evitadas a todo custo. Contudo, é o caráter, em última instância, que determina a utilidade ou a futilidade daquilo que dizemos. Podemos concluir, então, que as pessoas com um caráter transformado dizem palavras que cooperam com Jesus e ajuntam pessoas para o Reino.

A evangelização, um discurso produtivo, que resulta nos frutos que Deus quer, em si mesma é fruto de um caráter transformado. Para quem tem uma nova vida, para quem está sob o Reino de Deus, evangelizar é natural, uma consequência inevitável de uma nova vida conforme a vontade de Deus.

[S] Sinta o que o texto ordena
Esse texto nos ensina que quem não é a favor é contrário, quem não ajunta, espalha. As palavras inúteis receberão julgamento. Não há neutralidade, então. A apatia e a indolência são posturas de inimizade ao Reino de Deus. Ore por si mesmo e por sua igreja para que não fiquem parados, não tentem ser neutros, para que sua verdadeira conversão produza os frutos de palavras que glorificam a Jesus diante de um mundo confuso.

Jesus nos deu um exemplo de transparência e de objetividade. Manter bons relacionamentos nunca se sobrepôs a dizer a verdade. Uma natureza santa não compactua com o pecado, não tem medo de enfrentá-lo. Ore para que cada crente tenha a coragem de condenar o erro onde ele estiver.

Alguém que tem uma natureza verdadeiramente boa, transformada pelo Espírito, falará boas coisas aos outros. Suas palavras são seu tesouro. Ore para que você e cada crente em sua Igreja possam valorizar as boas palavras que podem dizer aos outros da parte do Espírito de Deus.

O Reino de Deus é manifesto pela palavra de Deus na boca daqueles que são governados por Deus. Ore para que você e sua igreja estejam dispostos a pregar o Evangelho do Reino, sobretudo.

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Este estudo bíblico é parte integrante da série de trinta devocionais preparados para a Escola de Liderança da AMME para Adolescentes e Jovens – Pacificadores, na edição #PACI18, de 7 a 21 de janeiro de 2018 em Ibiúna – SP. Veja a lista de textos em

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