janeiro 3rd, 2018 at 16:35 by admin

“Entre os que tinham ido adorar a Deus na festa da Páscoa, estavam alguns gregos. Eles se aproximaram de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, com um pedido: ‘Senhor, queremos ver Jesus’. Filipe foi dizê-lo a André, e os dois juntos o disseram a Jesus.
Jesus respondeu: ‘Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem. Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto. Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna. Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará. Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome!’ Então veio uma voz do céu: ‘Eu já o glorifiquei e o glorificarei novamente’”
. João 12:20-28

As pessoas ao nosso redor desejam o status e o reconhecimento público. A popularidade é supervalorizada. Mas e no Reino de Deus? O que é reconhecimento, qual é a verdadeira valorização do crente? Como ela é conquistada? Esse texto vai ensinar, pelo exemplo e pela instrução de Jesus, como podemos esperar ser valorizados.


[V] Veja o que o texto ensina

A ressurreição de Lázaro (Jo 11) aumentou muito a popularidade de Jesus. Ele também estava enfrentando abertamente o sistema religioso e sua hipocrisia, havia realizado a purificação do Pátio dos Gentios e estava ensinando ali desde a sua entrada triunfal em Jerusalém. Não é de admirar que alguns estrangeiros de língua grega quisessem ver Jesus, por isso procuraram um discípulo com nome grego, Filipe, que falou com outro da mesma condição, André. Estes discípulos teriam sido educados na cultura grega e a afinidade cultural teria tornado o contato mais fácil.

Não sabemos se aqueles estrangeiros conseguiram falar com Jesus. João usa esse episódio que destaca a popularidade de Jesus, para introduzir a ideia de verdadeiro reconhecimento do seu valor, Gr. doxazó = certificação da qualidade (do ouro). Fica claro que Jesus não considerava que o reconhecimento vinha da popularidade até entre os estrangeiros. O discurso que segue, identifica a verdadeira glorificação do Senhor e ele a aplica também aos seus discípulos.

Primeiro, notamos que Jesus não somente considera glorificação os resultados positivos a serem obtidos, mas também o sacrifício que antecede tais resultados. Em razão disso, a glorificação começa com o desapego às coisas materiais e imediatas, e a valorização das coisas espirituais e eternas: “odeia sua vida” é o Gr. miseó = amar menos algo do que outra coisa, desprezar. A glorificação dos discípulos de Jesus está em imitá-lo e ir onde ele estiver. Então, a glorificação vem do Pai, em agradá-lo, e não daquilo que o discípulo possa fazer por si mesmo.

Essa glorificação, que começa na morte para o mundo e para seus interesses, não é fácil, de fato, é uma glorificação perturbadora: Gr. tarassó = agitar. Jesus pediu ao Pai para ser livre (Gr. sózó = liberto, salvo) daquela situação, como também os outros evangelistas relataram a oração do Getsêmani e, da mesma forma, lembrou que a vontade do Pai era aquela. Na frase seguinte Jesus identificou a sua glorificação, o reconhecimento de seu valor, com a glorificação do nome do Pai.

“Então veio uma voz do céu: ‘Eu já o glorifiquei e o glorificarei novamente’”. Se morrer para os interesses do mundo, deixar os desejos pessoais, para produzir frutos é o que pode ser reconhecido como valor do Senhor e de seus discípulos, e se isso é também a glorificação do nome do Pai, então o Pai já estava sendo glorificado no filho e ainda seria glorificado mais.

  • Observando que Filipe e André eram nomes gregos, qual pode ter sido a razão de aqueles estrangeiros de fala grega falarem primeiro com eles? “Entre os que tinham ido adorar a Deus na festa da Páscoa, estavam alguns gregos. Eles se aproximaram de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, com um pedido: ‘Senhor, queremos ver Jesus’. Filipe foi dizê-lo a André, e os dois juntos o disseram a Jesus”.
  • Como Jesus explica a glorificação que estava por receber? “Jesus respondeu: ‘Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem. Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto”.
  • Como Jesus aplicou também aos seus discípulos a glorificação que ele receberia? “Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna. Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará”.
  • Como Jesus enfrenta os aspectos mais difíceis de sua glorificação? “Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome!“.
  • Considerando que a glorificação de Jesus é a glorificação do nome do Pai, de que modo essa glorificação já havia acontecido e ainda aconteceria? “Então veio uma voz do céu: ‘Eu já o glorifiquei e o glorificarei novamente’”.

[O] Ouça o que o texto promete
A verdade que aprendemos aqui sobre ter o seu valor reconhecido, foi expressa por Jesus na noite da última ceia, quando ele disse: “Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” Jo 15:8. Jesus considerou que sua glorificação, o reconhecimento de seu valor, estava em morrer para o mundo e produzir os frutos que o Pai queria. Desse modo, a glorificação de Jesus era, antes de tudo, a glorificação do Pai. Jesus também disse que seus discípulos são glorificados da mesma maneira, e essa é a grande promessa desse texto: somos valorizados pelos frutos que produzimos. O valor dos discípulos está em amar menos as coisas desse mundo e dedicar-se a produzir o que Deus quer. Dessa forma, podem ser reconhecidos como discípulos verdadeiros.

[S] Sinta o que o texto ordena
Jesus diz que seus discípulos são aqueles que amam menos a sua vida nesse mundo do que a vida eterna. Ore para que você e sua igreja desprezem as coisas materiais e imediatas para buscarem as coisas espirituais e eternas.

A semente deve morrer e o crente desprezar a sua vida nesse mundo para produzirem os frutos que glorificam a Deus. Ore para que você e cada crente em sua igreja produzam os frutos que agradam ao Pai: frutos da santificação e frutos da evangelização.

Entregar a própria vida é o que Jesus fez, e o que chamou seus discípulos para fazerem. Ore para que você e seus irmãos repartam liberalmente a vida de vocês para agradar a Deus.

Jesus não vivia egoisticamente, ele se entregava pelos outros, por isso até os estrangeiros queriam conhece-lo. Ore para que você e cada crente em sua igreja vivam pela salvação de muitos.

…………
Este estudo bíblico é parte integrante da série de trinta devocionais preparados para a Escola de Liderança da AMME para Adolescentes e Jovens – Pacificadores, na edição #PACI18, de 7 a 21 de janeiro de 2018 em Ibiúna – SP. Veja a lista de textos em

Leave a Reply